22.7.13

Título estraga o final.

Para onde você está agora, sai do seu corpo.
Para onde está agora. Torne-se espectador.
  Por onde será que fica melhor te ver agora?
As cores te deixam sorrindo? Ou quer escurecer e chorar?
Talvez algumas pessoas conversando no fundo, talvez silêncio absoluto.
Escolhe o ângulo que seja mais natural de ser ver.
O local mais inesperado que se tenha a ser.
                    Expande teus olhos.
                    Esmurra meu peito.
              Faz carinho em meus cabelos.
         Deixa viverem você.
    Retangulado e apaixonado.
Está nevando dentro do verão de lá de fora.
Um noite, na manhã de agora.
Os saudáveis formam os doentes que são difíceis de ver normalmente.

O amor pode ser infinito.
     Você que decide como quer interpretar.

          Não estraga o final com um título.
          Escreve no final





CINEMA 01

6.7.13

Noite do Flogão

  Aquele garoto, que vivia cercado de quatro muros e não se enturmava de verdade com ninguém, só gostava de participar. Viciado em Pokémon, mesmo sem nunca ter tido um gameboy na vida. Usava a área verde do condomínio e sua imaginação para 250 Pokémons aparecerem ali na sua frente e correr ao lado de todos eles. Tinha um Dophan e um Typlhosion.
Um dia, comprou uma revista Pokémon Club! que dizia que o novo protagonista dos novos jogos da franquia que ele gostava tanto, iria se chamar HERO. Hoje, ele sabe que foi algum tipo de errata da revista. Então, quando chamaram pelo Flogão para se juntar num grupo de RPG NARRATIVO por msn, na mesma época em que a quarta geração estava nascendo e ele viu um blog de MSN chamado Pokémon Mythology virar um site de verdade, ele escolheu Hero como seu apelido. Mas atenção, que Hero era uma palavra japonesa, não era pra ler como "Herói" e sim como "Ero". Ele insistia em avisar isso.



Em algum momento, teve uma namoradinha no condomínio que durou por 2 anos e meio. E em 2 anos e meio, as coisas mudam pra caralho. É tempo do único amigo de verdade entrar no seu colégio, mesmo que seja um ano na frente. O garoto na sétima e ele, o Amigo, na oitava série. Ele irá lhe apresentar os amigos Dele, que são simpáticos, e todos eles juntos, brincam de pisa-pé. E crescem juntos, viajando, compartilhando tudo, as primeiras experiências, as vezes que estavam errados e as vezes que foram injustiçados. O garoto cresce. Os garotos crescem.


O garoto se apaixona uma, duas, três vezes e parece que encontrou.

É chamado para participar de um longa-metragem. Sua melhor-amiga e mais alguns daqueles amigos são convidados para se aventurar com ele no longa.
O garoto quebra o coração mas nem tem tempo para pensar nisso, tinha que trabalhar, filmar bem, fazer seu papel. Caio, a salvação da mente.
O trabalho acaba, os pensamentos invadem. Lágrimas atrasadas. E ele saí e tenta quebrar corações de volta. E consegue também. Ele percebe.
Mais paixões, mais vida, mais experimentos, mais primeiras-vezes, mais risadas, mais lágrimas, mais lágrimas, mais lágrimas, mais pessoas, mais vontade. Mais vontade, mais vontade, mais vontade. Mais vontade.


O garoto lê, escreve e ouve umas músicas boas. Sorrindo, para de digitar. Uma tragada num cigarro apagado, só para criar um clima.  


 


Hero se tornou Penacho e nunca saberá quando. Penacho ainda está aqui?