Existe um interminável redemoinho
Onde todos nós não conseguimos mais nos ver
Nunca conseguiremos nos ver
Arrasador, violento, nebuloso
Raios e trovões, a família completa e feliz
Inesperado abraço
Nossos maravilhosa falta de assunto
a qual não estava acostumado
Caótico território nação, cidade-estado
Neblina colorida, mas nosso sangue
Igual
Heróis abatidos, gargantas inflamadas
(será que alguém vai nos ver depois?)
Atiram-se flashs
Vamos nos orgulhar depois.
22.4.16
1.4.16
kairosclerosis.
É uma corrida de pássaros brancos em rasante. As cinco da tarde, o veloz reflexo de um Paraguassu poluído. Asas cor-de-nuvem perdem-se na contagem dos membros da passarinhada, e o vento que elas atiram em todas as direções atinge todas as folhas da orla. Vinhas balançam, e nossos olhos encontram o mesmo ponto fixo da paisagem. Para cada par de olhos, a infinitude das diferenças, de pensamentos, vivências, experiências, histórias, vontades. Por fora, a redoma de céu em comum.
Desce a lua, entram as gotas de água na janela.
Fora do plano.
Tudo que você e eu não poderíamos esperar.
A voz rouca do punk de dentro das caixas de som tenta puxar conversa, entra em loop. Perdidos em sua sauna particular, aprendem a música na primeira vez. Acordam juntos pela primeira vez. A correnteza do rio na frente do bar, na frente da praça, na ponta do mundo.
liberosis.
-o desejo de se importar menos com as coisas.
opia.-a intensidade ambígua de estar encarando o olho de alguém, e sentir simultaneamente invasivo e vulnerável.
(x)
Desce a lua, entram as gotas de água na janela.
Fora do plano.
Tudo que você e eu não poderíamos esperar.
A voz rouca do punk de dentro das caixas de som tenta puxar conversa, entra em loop. Perdidos em sua sauna particular, aprendem a música na primeira vez. Acordam juntos pela primeira vez. A correnteza do rio na frente do bar, na frente da praça, na ponta do mundo.
liberosis.
-o desejo de se importar menos com as coisas.
opia.-a intensidade ambígua de estar encarando o olho de alguém, e sentir simultaneamente invasivo e vulnerável.
(x)
a Fênix em fúria festiva.
Você não sabe o quanto canto.
Durante todo dia.
Não posso dar dois passos, não sei dançar.
Nunca deixo de dançar, por mim.
Leva-me no baile, vestido todo de preto.
Algodão e gravata.
Nunca o isqueiro saiu daquele bolso.
Durante a vida inteira, um detalhezinho.
Chamaram todos que gostavam da gente
para que pudessem assistir tudo pegar fogo.
Seu braço, num arco luminoso,
a Fênix.
em fúria festiva.
Alegria, alegria.
Haviam os que sorriam novamente.
E quem havia ficado.
Naquele mesmo instante,
veio o mar inteiro.
Todo dia agora chove.
Amendoeira no topo do morro.
O pescoço, sem um arranhão.
O único som no entanto, leve brisa debaixo da sombra.
Grama balançando.
Gente balançando na frente.
Candombá floresce.
Durante todo dia.
Não posso dar dois passos, não sei dançar.
Nunca deixo de dançar, por mim.
Leva-me no baile, vestido todo de preto.
Algodão e gravata.
Nunca o isqueiro saiu daquele bolso.
Durante a vida inteira, um detalhezinho.
Chamaram todos que gostavam da gente
para que pudessem assistir tudo pegar fogo.
Seu braço, num arco luminoso,
a Fênix.
em fúria festiva.
Alegria, alegria.
Haviam os que sorriam novamente.
E quem havia ficado.
Naquele mesmo instante,
veio o mar inteiro.
Todo dia agora chove.
Amendoeira no topo do morro.
O pescoço, sem um arranhão.
O único som no entanto, leve brisa debaixo da sombra.
Grama balançando.
Gente balançando na frente.
Candombá floresce.
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