hoje é daqueles dias
em que dá vontade de ter passado os ultimos dez anos
treinando desenho e praticando música pra
hoje em dia poder só produzir arte
hoje é daqueles dias
de serem o dia número um.
F-Diário
Olhando para trás e percebendo que nada mudou, mas eu andei envelhecendo.
3.6.19
11.12.17
estética
como se fosse a resposta na ponta na língua que não vinha
não haviam mais maneiras de escrever palavras
e então
parece tão simples e prepotente
e estava aqui
realmente o tempo todo
efeito doppler ao fundo
vinha
a
quebra de linhas
são as que mais brilham nas telas do cinema
e nas folhas dos livros que caíram nos rios sem fim
de mim
não haviam mais maneiras de escrever palavras
e então
parece tão simples e prepotente
e estava aqui
realmente o tempo todo
efeito doppler ao fundo
vinha
a
quebra de linhas
são as que mais brilham nas telas do cinema
e nas folhas dos livros que caíram nos rios sem fim
de mim
23.8.17
fluxo
ás vezes, nas multidões, sábado de carnaval
silêncios totais
balançam os corpos
o suor em torrente
transmuta-se no oceano da minha frente
silêncios totais
balançam os corpos
o suor em torrente
transmuta-se no oceano da minha frente
21.8.17
papelaria
precisa-se de pedra lascada e madeira
papel, carvão e tempestade
fumaça de longe se vê
poesias antigas em baús
tanto papel
não se encontram mais as folhas vermelhas e laranjas
a força do sol, energia do centro da terra
traga para ele a nuvem de corvos
transformando tudo em carbono, grafite
e palavras
papel, carvão e tempestade
fumaça de longe se vê
poesias antigas em baús
tanto papel
não se encontram mais as folhas vermelhas e laranjas
a força do sol, energia do centro da terra
traga para ele a nuvem de corvos
transformando tudo em carbono, grafite
e palavras
23.5.17
cadernos e canetas
a memória e o corpo
sentados em um sofá que amanhece violeta
cor que sempre gostei
tinham me feito esquecer
que existem as máquinas do tempo
daquelas que só precisamos e podemos sorrir
tentar entender
ouvir aquele que escreve coisas tão dramáticas,
enquanto confessa honestamente
e agora faz tudo parecer um nó desfeito de novo
quando ele anotava sobre os dias,
as pessoas e o que queria fazer ainda
tudo levou de novo ao novo
sempre será engraçado como sempre soube
apesar de todo desespero
o tempo bateu na porta e sentou na mesa
sozinho
junto dos minutos, segundos, horas, dias, semanas
em que a memória olhava para trás
o corpo sempre seguiu pra frente
junto
de quem pudesse ouvir, de quem quisesse falar
nem tudo é culpa, afinal
sentados em um sofá que amanhece violeta
cor que sempre gostei
tinham me feito esquecer
que existem as máquinas do tempo
daquelas que só precisamos e podemos sorrir
tentar entender
ouvir aquele que escreve coisas tão dramáticas,
enquanto confessa honestamente
e agora faz tudo parecer um nó desfeito de novo
quando ele anotava sobre os dias,
as pessoas e o que queria fazer ainda
tudo levou de novo ao novo
sempre será engraçado como sempre soube
apesar de todo desespero
o tempo bateu na porta e sentou na mesa
sozinho
junto dos minutos, segundos, horas, dias, semanas
em que a memória olhava para trás
o corpo sempre seguiu pra frente
junto
de quem pudesse ouvir, de quem quisesse falar
nem tudo é culpa, afinal
5.5.17
olhando
são caixas de memórias, praias abandonadas em sol de meio dia
todo vez que venho aqui já sei
olhos em canções, em frases que não
nunca chegarão, mas também não chegam - parece
quem há de abrir a boca
quem há de abrir os olhos
quem vai querer destapar os ouvidos eu não será por quê
tudo é fantasia tudo é gritaria
e minha teimosia persiste em me incomodar
saudade de hábitos como que faz pra curar
novas nostalgias dos presentes que já me inspirei
queria continuar a risada o convite pra casa
coragem que falta, melhor pensar de novo
eu queria abraços também
enquanto tudo passa, ela vem aqui e gira
luzes incríveis em tempestades sem som algum
eu já nem lembro do que me fazia chorar
gostar de ser quem sabe que errou pra nunca repetir
sem papeis pra registrar uma vez
só fotografias de luzes
só fotografias emanadas em luzes
recebo sua letra feita à mão e me emociono sempre
querer querer querer já fiz fazer
todo vez que venho aqui já sei
olhos em canções, em frases que não
nunca chegarão, mas também não chegam - parece
quem há de abrir a boca
quem há de abrir os olhos
quem vai querer destapar os ouvidos eu não será por quê
tudo é fantasia tudo é gritaria
e minha teimosia persiste em me incomodar
saudade de hábitos como que faz pra curar
novas nostalgias dos presentes que já me inspirei
queria continuar a risada o convite pra casa
coragem que falta, melhor pensar de novo
eu queria abraços também
enquanto tudo passa, ela vem aqui e gira
luzes incríveis em tempestades sem som algum
eu já nem lembro do que me fazia chorar
gostar de ser quem sabe que errou pra nunca repetir
sem papeis pra registrar uma vez
só fotografias de luzes
só fotografias emanadas em luzes
recebo sua letra feita à mão e me emociono sempre
querer querer querer já fiz fazer
8.3.17
dezessete dias e mais
Todo mundo pula, todo mundo se bate, todo mundo corre, todo mundo sobe ladeira, desce ladeira, tudo do mundo sobre o que aconteceu com nós durante seis dias de carnaval. Luz do luar, dezessete dias abraçados, que saudade, que vontade, já. Passos pra trás, encarar de frente, enfrentar, será que um dia vai conseguir? Verdades interpretadas, fatos alternativos, olhos marejados, saudade de quem nem tá. A corda puxa prum lado pro outro, o corpo balança, as mãos se apertam, as unhas se arranham. Ainda bem que abraços fortes não se esquecem, uma puxada de mão quando não se sabe ainda o que está acontecendo, entorpecido, algemado. Sangue que escorre, suor que escorre, ralos que entopem, cabelos embaraçados em anéis de fumaça, fumaça, fumaça, definitivamente tá pegando fogo. Controle nos dedos, guitarras elétricas que anunciam do estado de onde vieram, telas iluminadas de led, telas iluminadas de lcd, vibrantes sabres de luzes coloridos, rolando na grama. Insônia pesada, coração quente, a vibração chega até a barriga mesmo em cima das nuvens, o motor do avião cheio de tinta e purpurina, mas o vento não bate nas janelas fechadas. Recanto mais alto, encanto maior, olho mais lindo, todo mundo se bate, tudo do mundo parece que vem enquanto o filme não avança. A fita se enrola, se embola, de longe uma montanha cheia de neve esquisita, colorida. Cemitérios bem bonitos, lágrimas que não conseguem parar o tempo. Encarar de frente, consegue enquanto cresce? Cortam-se galhos na rua lá de baixo, mas não se ouve um som enquanto todo mundo pula, todo mundo se bate, ninguém se escuta, todo mundo corre, houve um tiro. Algo sempre acontece pra atrapalhar.
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