11.2.16

Urgência geracional.

          Já é fevereiro e eu pouco escrevo. Ou pouco posto. Eu não lembro dos motivos, encontro desculpas em formas de vida. (Sempre) em novos olhos, o mundo, eu ainda busco amadurecer sozinho? Que decisão abobalhada. Segue em sua direção e corre então, peixe.
         Não gosto de protagonizar meus dramas sem importância e tão mesquinhos (todo mundo já ouviu demais sobre o homem branco "sentimental"). A vida é tanto mais que isso. No lado de dentro que vivi(vivo?) a tanto tempo,  constantemente sinto que Não Sei. E todo mundo é tão melhor, todo mundo é tão bacana -mas também sem exageros.
          Saudosismo por veneno não terei. E em outros sentidos, continuo tendo. Mas meu sapato esgota a sola em menos de um semestre e eu acho é pouco! Toda vontade que há no mundo é nossa. Chegaremos, olhos fechados, destruiremos tudo que houver pela nossa frente enquanto no fundo o barulho dos tambores será ensurdecedor.
          Mas ainda segue a próprio sombra sem perceber e finge emoções que muitas vezes não sente. "Eu não vou destruir mais nada", disse Ralph. Tudo que vocês me deram eu sou também. Só rodeado de gente que se resolve. Gente que me lembre, eu quero estar pertinho, pertinho.

           Escrevo tudo de novo, cansado, pensando em você, na rotina que nos afasta.
 De repente eu vejo todos aqueles momentos que fariam qualquer um sentir aquela inveja boa. Aquela pena. Felicidade, família. Ela dura. Então eu entendo, sem sentir que é tarde demais, por sorte e por aviso. Vamos sentar juntos, fumar um baseado e escutar de Muddy Walters a Josh Homme. Eu garanto que você não está sozinho.