Surgem tons de baixo.
Aqueles dedos
em nada são originais.
Mesmo som.
Surgem músicas
jamais idênticas.
Polegares
pressionam-se.
Apenas um cílio.
E dessa vez,
de novo - o desejo é o mesmo.
Tudo que já foi dito
sempre será repetição
de tudo que já sentíamos
muito antes de nos conhecermos.
Vê-se verdade.
Aqui, a origem.
Luas circulares
refletem-se, encaram-se.
O espaço negro.
O cabelo negro.
Tudo que já foi dito
nunca será igual.
Flocos de neve
em solo brasileiro.
Um pulmão afoga outro.
Costelas
ficam vermelhas.
Entre homoplatas
o caminho que suas unhas rasgam.
não são palavras.
22.3.16
14.3.16
Dez segundos.
You stare me.
I don't know for how much long.
And there is nothing I can do about it.
Our fucking mouths won't open.
Thank god.
We don't need to get it open.
You stare at me
And I stare back.
I can't look away
Everything's doing just fine, you know?
We grow.
Alone;
Together
Other people to help.
Ourselves.
Themselves.
I stare you
I'm okay, do you know her?
She's fuckin nice, she's fucking good.
Thats nice, you tell me.
It's him, do you know him?
You doing just fine
You too
That's good, you know?
So I'll be good.
No matter the fucking what.
We're good.
We grow
You stare me.
Never a word,
Thank god.
Who needs that shit
What could our mouths do better?
They only fuck it up.
Everything gets a meaning
And maybe
I need some from the unknown.
My guess.
I'm sorry
I get it.
I, I, I. You seem to be doing just fine.
Your life.
What a concept.
Lines that go apart.
You stare at me.
With a smile.
In ten years, will we be smiling?
I really hope so.
;but everybody hoped so.
Doesn't bother me.
We stare each other.
Theres nothing that our mouths could do any better.
I think we will pretend
No one ever saw each other
tonight.
9.3.16
Energizará.
Uma semente plantada, que só pode ter ido parar ali através do cuspe
involuntário durante as palavras que dizia. O tempo passa. Dura apenas
um segundo. Ele não sabe por que teve a iniciativa. As luzes piscavam
coloridas mas foi debaixo das nuvens que bloquearam o caminho um do
outro.
Parte da culpa daquilo tudo era devido a um pássaro
dourado que permanecia dentro do bolso de um dos que dançavam.
Permanecia cantando e espalhando a canção durante aqueles dias
encantados de coragem e poesia. Foram feitos juramentos de que nunca
mais nenhum dedo iria ser vítima de outro terrível incidente de
super-cola. Nunca mais, depois da tragédia de '73, nada deveria estar
colado com tanta força a nada, no novo pequeno mundo. Alguém esqueceu de
perguntar se todos concordavam também.
No solo, uma folha
brotou do enlameado dourado e desestruturou museus, palácios e
castelos, ainda que não possuísse raízes. Haveria de ser podada. Tá tudo
bem, não precisa se explicar, faz o que tem que fazer. OK (essa planta
cresceu?).
Dias tornaram-se noites, noites tornaram-se
dias e uma das pessoas que dançava colocou suas calças para lavar. Não
sacudiu os bolsos. Percebeu apenas meses depois, quando todos os móveis
de todos os quartos definiram que queriam ficar parados onde foram
colocados pela primeira vez, já que as mudanças nunca eram respeitadas
mesmo.
A árvore cresce, e surpreende com o aparecimento
inesperado de frutos coloridos. Pássaros dourados recuperarão seu
alimento preferido.
7.3.16
mais universal
O estado de não dormir
É muito parecido com o estado de estar no ônibus.
Distantes de algo que escreva.
1.3.16
Labaredas.
Chego a dar risada de nervoso. A embreagem deu problema no meio da estrada e isso provavelmente vai ser bastante traumático: Acidentes em alta velocidade normalmente são. Não, não sei sobre nada de santo nenhum, mas é culpa é minha mesmo, eu juro, que teve todo tipo de gente pra tentar me ensinar. Se eu não te ensinar passo-a-passo como foi que tudo aconteceu, senhor, você não poderá entender da forma que eu preciso que você entenda, senhor.
Quebra-se um anel nesse momento, amassado pela janela. Um acidente de falta de atenção de todos. A culpa é minha mesmo, eu juro! Te juro que eternamente, por toda a eternidade, congelo aqui mesmo, inteiro para ti. Perpétuo instante que se repete e se repete em voltas de arcos de janelas, iluminadas apenas pelo amanhecer azul e seus olhos de lua. Encontrei mais um daqueles padrões que só servem pra uma pessoa, por se tratar de algo muito especifico e pessoal: Os objetos idênticos, antes de qualquer contato. Formigas ruivas, peixinhos de ouro.
Acordo após uma experiência de não-descanso. Nada faço. Desabafo.Tirar o tempo de atraso carregando uma pedra pelas cordas.Obrigatoriedades, maturidades, casco, casulo. As mesmas palavras de sempre, revisitadas. Definitivamente reescritas. Infinitas páginas já se perderam em minhas gavetas. Não depende da durabilidade da tinta ou das possíveis labaredas, nunca perderei a sensação que seus parágrafos transmit(iam)(iram)(irão) no primeiro momento que os li.
Questiona-se um motivo apaixonado, e algo mágico se esvai.
Da próxima vez eu vou escrever sobre algo mais universal.
Quebra-se um anel nesse momento, amassado pela janela. Um acidente de falta de atenção de todos. A culpa é minha mesmo, eu juro! Te juro que eternamente, por toda a eternidade, congelo aqui mesmo, inteiro para ti. Perpétuo instante que se repete e se repete em voltas de arcos de janelas, iluminadas apenas pelo amanhecer azul e seus olhos de lua. Encontrei mais um daqueles padrões que só servem pra uma pessoa, por se tratar de algo muito especifico e pessoal: Os objetos idênticos, antes de qualquer contato. Formigas ruivas, peixinhos de ouro.
Acordo após uma experiência de não-descanso. Nada faço. Desabafo.Tirar o tempo de atraso carregando uma pedra pelas cordas.Obrigatoriedades, maturidades, casco, casulo. As mesmas palavras de sempre, revisitadas. Definitivamente reescritas. Infinitas páginas já se perderam em minhas gavetas. Não depende da durabilidade da tinta ou das possíveis labaredas, nunca perderei a sensação que seus parágrafos transmit(iam)(iram)(irão) no primeiro momento que os li.
Questiona-se um motivo apaixonado, e algo mágico se esvai.
Da próxima vez eu vou escrever sobre algo mais universal.
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