Você ainda precisa viajar. Organizar tudo que quer fazer. Treinar todo dia. Ver filme todo dia. Tu deveria pegar mais nessa caneta. Riscar essas páginas confusas que ficam se espalhando e fazendo com que você nunca mais leia seus próprios textos, perdidos entre tantas páginas que você apenas vê como brancas hoje em dia. Viajar de onde?
Eu quero ser- que besteira, ao invés de não ser quem és. No final? Quem é que estará fora de casa, eles vão aonde? Será que eu ainda consigo ver o Sol fazer seu arco todos os dias ou o Céu não se muda mais, mesmo numa hora dessas. Ainda é a lua que atrai a maré, empurrando e puxando eternamente, cheia e em todas as suas faces, idênticas apenas para ela que não se vê iluminada pela luz que vem distante do protagonista do sistema solar. Eu não mergulho a noite, pode perguntar para qualquer um. Preciso olhar meu corpo para nadar; nadar; nadar que é igual a respirar naqueles momentos que tudo que escutamos é apenas um chiado constante. Toda a areia que existe no mundo se movendo, se arrastando como nós, entre tudo que acreditamos existir. E tudo existe tanto.
Existem até beijos que caem dos céus, avermelhando tudo. Beijos que continuam beijos, mas que se tornam carinhos, e entre beijos se tornam feitiços recitados por sílabas em português comum, os beijos que no fim se tornam mãos entrelaçadas. Vibra em rubro, sem rumo,
nada para de acontecer nunca.