31.12.13

Por toda galáxia.

            Um ano atrás não sabia. Escrevia em notas com medo de se esquecer. Se lembrasse, retomaria o hábito.  Olhos vagavam, procuravam. Se escondia nas árvores, perto de chaminés. Acendia velas pra acompanhar a cera que escorria. Abraçava quem sempre abraçou. Quem lhe faz sorrir sempre teve vantagem. Quem lhe amou sempre bagunçou. Subiu numa caçamba em movimento, caronou pra ver as estrelas do ultimo dia daquele ano. Ficou de mãos dadas, até beijou. Acreditou por algum momento. Depois passou.
            Depois veio vento batendo forte na areia. Mas tudo sobre controle. Segurou outras mãos que nunca deixarão ele cair. Até hoje. Músicas passaram, os olhos escureceram. Cabelo no chão, duas, três vezes. Abraço. Carta azul. Carta em branco. Flashes de todas as formas, e formatos. Em algum momento começou a listar tudo que via. Num gesto sem importância, fotografou bastante. Filmou bastante. Parou.
            Entendeu. Filmar... filmar o quê? Quem? É tanta vontade, tem que segurar. E confia em si. E todos confiam nele. Decidiu que vai tentar esse caminho mesmo. Se viu muito apaixonado pela estrada. Pelas rodas do carro. Leu o que dava. Mais luz, mais som. A música quebrou, as brincadeiras pararam. Tá tudo certo, cantou muito mais.
            Bateu as mãos com os amigos. Entrou no avião, sorriu abestalhado para umas nuvens que passaram. Elas nem lhe deram bola. Ficou rouco, gritou, fumou, dançou, teve câimbra.
            Uma nuvem lhe deu corda o ano inteiro. Uma nuvem lhe deixou feliz, por ter com quem conversar, sem nunca ter que falar. Uma nuvem fez toda diferença. Ele deixou o máximo de água possível pra'quela nuvem evaporar pra ela. Forma de sorriso, melhor forma.
           Festeja, viaja, vamos para o centro do país! Uma ruiva e uns rapazes na companhia. Volta pra casa antes do resultado. "Eita caralho ganhei como assim ganhei não é possível para com iss---"
         
           Mergulhava desatento num canto remelento e de repente estava afim de mostrar os desenhos pra ela. Ali mesmo. Naquele intervalo curto de tempo, em pé. Encostados no carro. Em silêncios vergonhosos. Olhavam para o alto. Passou quase um mês para se encararem de perto. Tão perto que
          Mostra o filme pra todo mundo, todo mundo sorrindo. Olha em volta. Promessa quebrada. Promessa que não importa mais. Ok, segue. Ligo pra'quela nuvem. Momento raro.
         
         Enfim, um ano depois. Tão diferente. Esperando somente a barba crescer agora.

21.12.13

Cinco ou Seis.

Vai virar vermelha vestindo vestido veludo vanessa.
Vem, vamos veranear. Verão virá, vai ver.
Vamos voando, vamos ventar.
Vibramos valentes. Vitória.
Vossa vontade vive.

1.12.13

3 dias de começo

Azul quente. Azul que abafa palavras. Sorriso, cosquinha, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, aperta. Aperta pra não deixar escapar. Abraça a areia. Juntos, nenhum grão é desperdiçado. Cerveja quente, cerveja gelada, cerveja estourada. Apartamento, conforto. Ventiladores. Agarra. Descobre. Tenta, recusa, pensa, controla, enlouquece. E vai. E vão. E vai-vem. Sol que bate nas bocas, letras dubladas, tempos errados. Preguiça que fica. Toda a vontade é de estar ali.
[Continua]