24.6.15

Significações.

Como tanta gente, as vezes queria entender melhor a mim mesmo.
Mas como tantas outras, acho que me conheço bem demais.
Conversar, sempre foi com quem tava do meu lado.
E parecia que não podia olhar pra cima com tristeza.

Os primeiros braços que me abraçaram na verdade, nunca pararam de me abraçar. Eu não sabia falar. Chega uma hora em que aprendo.  Os primeiros braços não querem segurar, mas possuem olhos que enxergam um tanto a frente do que eu alcanço. Aprendo a escutar. 

Me encontro com um cara chato e cheio de mania no espelho. Busco um exercício e tento ficar bastante tempo nele. Será que já pratiquei o que me ensinaram tantas vezes? Vou correndo te abraçar e caio com o queixo escorrendo sangue. Ninguém precisa parar por culpa de umas quedas. 

As relações andam naturalmente.
Parando de se preocupar antes da hora.
Na hora, agir. 
Cansou de ser alguém que só diz que vai tentar.
Eu vou bem.

E tua mão do meu lado vai apertar a minha com sorrisos no rosto. Novamente.

20.6.15

O Louco.

         Então eu tinha andado. E tudo que olhava ao mesmo tempo em que meus pés arrastavam o chão, era paisagem bonita, clarões de sol e uma espécie de silêncio das mais costumeiras. Enquanto era arrodiado pelas besteiras da minha tão mal-tratada cidadezinha, eu mesmo não parava de tagarelar aos meus ouvidos escondidos, tudo aquilo que eles aprenderam durante a minha vida inteira (ouvidos escondidos são aqueles que todo mundo tem, onde soam as vozes confusas e ecoantes).
        Naquela manhã, deitada na minha frente uma garota com cabelos repletos de magia divertida. Ela havia acabado de perder a consciência, devido a piedosa mão de Morpheus. Era eu, bem sentado, com pernas entre pernas, o quarto pequenino com pelo menos uma de suas dimensões sendo equivalente a uma das dimensões da cama, a garota que dormia, e uma única janela que revelava atrás dela, o azul e as nuvens. Um cigarro teria caído bem, em sua companhia e temperatura. Naquele horário, os reis do mundo gorjeavam histericamente.