8.10.10

Pedido

      Acho que você tenta não me culpar, mas é isso que me mata. Lá no fundo, no fundo, você me odeia. Você me dilacera e me oblitera. Mas aqui fora, você finge que está tudo bem, "Não é culpa dele, não, já conversei e ele tá tentando fazer o mínimo de ações possíveis." Será que você me acha no errado, justificando a si mesmo que não pode me culpar pelo que faço. Crime sem pecado,   que não olha para o lado e muito menos para a vítima duas vezes. Um doce mal açucarado, uma tentativa de reconciliação. Para de me olhar torto. Me puxa pelo braço e fala. Estou disposto a te ouvir até eu acertar. Eu sei que você quer que eu acerte. Eu quero ajeitar meu erro, tentar fazer ele ficar pequeno. Me desculpe mas, repita as mesmas palavras.
     Pare de agir do jeito que querem. Se você quer explodir em um ponto rosa, que o faça. Não negue seu jeito de pensar nas pessoas. Sobre as pessoas. Mas não ande de ombros levantados pra mim. Não olhe pro outro lado. Será que você ainda enxerga do mesmo jeito? Será que ainda ME olha da mesma maneira? Não finalizarei este texto, pois ele não será finalizado aqui. Quem sabe, quando você lê, interpreta-lo do seu jeito e vier falar comigo. Tudo que peço. 

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