Mais uma vez, aquele probleminha. Por que essa idade? Por que essa cidade? Por que esse bairro? Por que não chove mais? Por que não abandonam as ruas.
Minhas ruas. São minhas. Pra que eu possa te conduzir de mãos dadas.
Estarei esperando.
O frio deveria chegar.
O barulho na minha casa está absolutamente insuportável.
Essa aqui não é minha casa.
Isso é um abrigo.
Essa mulher tem uma GoPro aqui e eu não posso roubar. Massa.
Quero vender tudo e conseguir uma câmera de verdade. É isso.
O celtx pra iPod custa 18 conto reais. Isso não se faz, gente.
Meus dedos tremem. Eu olho pro céu e quero desistir.
Eu digito, com sorrisos.
Eu queria um espaço escuro, com luzes, e música animada bem alto.
Mas sem ninguém.
Mentira.
Com algumas pessoas que precisam disso também.
Mas sem desconhecidos.
Só com amores.
Tenho a impressão que para quando me sinto infinito, é sempre quando faço algo que sei que estão me julgando. Devo ter uma necessidade de atenção muito grande. Todos sabem que sim. Mas não tenho coragem também.
Essa aqui não é minha casa. Diga isso.
Toda vez que desço neste ponto de ônibus, levo uma facada.
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