30.3.15

Felicidade me dá.

-Tese
    O mundo gira. Sem descansar. Nas mesmas voltas, novas pessoas. Gente que lhe decide como estar feliz. Como estar bem. Como estar triste, apaixonado, ou cansado. Como aflição e frustração movem o mundo. Homens caminham.

   Humanos caminham aflitos. Medos e inseguranças. Seus olhos não conseguem enxergar adiante. A cada movimento de um ponteiro, avançam cansados. Humanos se encontram buscando paz. Alguns cultivam a paz que se encontra dentro de cada um deles.

-Diário de Bordo
    Encontrei Ananda. Respirei fundo. Deitamos entre sorrisos. Observamos a baleia, o arco-íris. Pedalamos o mais rápido que deu. Caminhamos calados, saltitamos dançando. Cantamos em conversas, conversamos em silêncio. Nos escondemos e nos expomos. Piadas soltas, nunca explicadas. Aprendemos sobre os medos todos os dias. Humanos se encontram. Alguns encontros afastam o medo. Dei sorte. Ela me achou debaixo d'água, no meio do oceano.
    Ananda me encontrou. Parei de perder tempo com imaginações cinzas e desprovidas de necessidade. Ananda abre minha mente e me faz olhar pra dentro. Meu pulmão infla e me encontro sorrindo. Escuto melhor. Observo melhor. Me animo e falo demais. Na grande maioria das vezes, falo besteira. De repente, me vejo indo bem e sem nenhum direito de reclamar. Ananda e Anandamide tornam-se um meio de descanso numa cabeça cansada de preocupações idiotas. Me encontro comigo de verdade, e mesmo quando a fumaça se dissipa, sempre sobra um resto pra mais tarde.



Ananda, do Hindu: "felicidade, prazer".

Nenhum comentário: