22.7.15

(a-Taque)

     Gostaria de conseguir explicar para algum de seus amigos, mas nunca conseguia se lembrar de aquelas pequenas coisas lhe importavam. Não numa importância que toma tempo, não. A importância mais passageira possível, aquela que não é compartilhada com ninguém. Mas ele percebeu debaixo d'água, que aqueles momentos eram como o fundo do atlântico. Mas ninguém tentava alcança-los.

    Talvez apenas os que cultivaram dentro de si o verdadeiro dom da palavra. Não a palavra retorcida como a dele, que buscava alcançar leitores e elogios. Os verdadeiros. Passam a sensação de que seguram com as mãos mortais, o que todo mundo já viu e nunca falou. Já aqui, tentava capturar seus devaneios no meio da rua, onde sempre irão acontecer. E pensando neles tanto, percebe erros tantos até se cansar. Volta e meia, anda em anos.

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