8.11.14
de eu-lírico pra eu-lírico
Criolo rima atrás de rima na televisão em minha frente. Neil Gaiman anuncia possível visita ao Brasil junto da Amanda Palmer num futuro imprevisível. Faminto, aguardo por um toque do celular, enquanto notificações repetitivas surgem numa aba com seu F azul. Meu buda está aqui, convocado e hoje serei mais forte do que jamais me prometi. Cansei de drama, criança. Toda vez é promessa em cima de promessa e você nunca fez nada. Cala sua boca e começa a fazer, criança. Começo a fazer. Não se xingue demais, criança. Minha paz não existe em proximidades confusas. Tortuosidades. Pontuações. Há quem se irrite, sabia? O texto engrandece. A fala é comigo. Tudo é comigo, e não existem indiretas fora dessa frase isolada. Leio de novo, encontro erros, mas hoje não é dia de mudar minhas escritas. E chega de desculpa, realiza tuas conquistas. Pede ajuda, vai, pede ajuda, pede, como sempre pede, vê se dá resultado vê. Fala com alguém além de si mesmo e vê se funciona. Funcionará agora, criança. Lá vem mais uma volta no sol. Lá vem. Tá vindo correndo e quando tu vir virá mais uma. Aproveita criança. O texto é programado, vamo ver o que dá depois que tudo acontecer.
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