Céu em verde e anil, possível.
O corpo acordava com mais vontade, após passarem a noite afogando-se em verdades bonitinhas no chão sujo. Não ligavam.
A mesma paisagem te carrega, no balanço de uma magia antiga, silenciosa, amendrotada. No destino, a dúvida permanente do lar, vórtex.
Não buscava fuga, encontrou muito mais.
Não abrem a boca então, pouca necessidade. O que se quer escrever sai com o tempo.
Um livro bordado, com uma capa negra como os cabelos que se enroscam. Páginas que deverão ser lidas com calma. Se devorar todo de uma vez, acaba a graça.
Quem sabe como ler, navega mais fácil até você.
Vão pelo rio.
Mãos apertadas e a trilha sonora são eles mesmos que compõem.
Encharcados de suor e movimento.
O corpo flutua leve então e a culpa é tua, que ignora o peso das malas.
Sombras vermelhas percorrem as paredes, atrás da montanha, a bola de fogo tradicional aquece o mundo inteiro em laranja, enquanto todo o resto é fogo.
Não se esconderão.
Preparam-se para lutar.
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